A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PAISAGEM PARA O SONÂMBULO


VI


Ando por onde andou meu pensamento,
sigo-o em mim mesmo e além de mim me alongo;
o pensamento se reinventa e lento
salta as muralhas das pupilas longas.

Um dedo branco, um dedo sonolento,
desenha ovelhas cada vez mais brancas.
-Quem fecha os olhos do silêncio? (É o vento ?)
Quem abre rosas nos jardins em branco?

Há um anjo de marfim no esquecimento,
tem gestos de luar, mãos cor de rosa;
nasceu para ser a rosa vermelha,

daí guardar o mistério das rosas.
Ando por onde andou meu pensamento,
ainda a contar e a recontar ovelhas.

Colombo de Sousa
in Estágio

2 comentários:

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

O orvalho cobre
as flores da manhã,
gotículas frescas
e o alvorecer
da rosa de porcelana,
quando o júbilo
se inventa
numa única palavra dita
e o aroma nos liberta.
(Paula Raposo)

Lindíssimo poema

Tenha uma sexta feira linda com muito amor...
Abraços

Usuale disse...

Soneto do Amor

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real e que contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo...

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.


Autor: (Vinícius de Moraes)

Foi retirado pelo site:

http://www.ziipi.com/result?pesquisa=poesia+de+amor