A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Aniversariar



Aniversariar
é como abrir a janela pela manhã e ver,
sentir os outros bem diferentes,
mais ou menos amáveis, na nossa medida.


Aniversariar
é re-colocar parentes e amigos,
todos -- vivos ou mortos -- ao redor da mesa
da casa longe de casa.

Aniversariar
é tentar dissimular que hoje não é o dia
e não conseguir esse disfarce
simplesmente porque hoje é de fato
o dia do aniversário.

Aniversariar
é um limite e uma esperança
de que esse limite não se limite tanto
a um determinado momento em que se recebe abraços,
beijos e presentes.

Aniversariar
é qualquer coisa assim
como um motivo de fugaz felicidade
para o poeta fazer um poema de amor e amizade que dure
até quando se puder guardar esse poema.


Ricardo dos Anjos

[Fotografia que ganhei da amiga Dulce Mendes- Cassino - Rio grande do Sul.28/04/215]

quarta-feira, 23 de abril de 2014

''LEMBRANÇA''



Hoje a infância voltou com a chuva.
Rosto colado à vidraça, vi pequenos rios
arrastando folhas e formigas
rumo ao desconhecido de sempre.

Ricardo Augusto dos Anjos
de 'Agrolírica'


[Formatação da querida amiga Amália Catarina.]

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

''Lírica Urbana''

 
Poema I

Rosto na árvore de névoa
minha solidão é de granito

Um grande mar divide a esperança
e a onda telepática dos gritos

A vitrine sua pelos poros de néon
os cosméticos da mulher e mito


Ricardo Augusto dos Amjos
de Agrolírica
pag 18

domingo, 25 de agosto de 2013

“A vocês que não vi”

atrás da porta
branca
três
em lentos movimentos
de clara sombra
definindo aos poucos
foco da memória
de quem supõe do outro lado

é bom
que exista vida atrás da porta branca
e alguns caminhos percorridos


Ricardo Augusto dos Anjos
De Agrolírica
Edições Quíron, pag 43

''LEMBRANÇA''

Hoje a infância voltou com a chuva.
Rosto colado à vidraça, vi pequenos rios
arrastando folhas e formigas
rumo ao desconhecido de sempre.

Ricardo Augusto dos Anjos
de 'Agrolírica'
Edições Quíron, pag. 38