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domingo, 15 de julho de 2012
''MAR CALMO''
Tranquilo, o mar não canta nem ondeia.
O nauta, imerso noutro mar de mágoas,
Os olhos tristes e úmidos passeia
Pela tranquila quietação das águas.
A onda, que dorme quieta, não espuma;
O astro, que sonha plácido, não canta;
E em todo o vasto mar, em parte alguma
A mais pequena vaga se levanta.
Johann Wolfgang von Goethe
in Poesias Escolhidas
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Johann Wolfgang von Goethe
terça-feira, 18 de setembro de 2007
"MINGNON"

Só quem conhece a saudade
conhece o meu sofrimento !
No amargor da soledade,
eu fico a todo momento
olhando com olhar triste
o caminho que seguiste.
E penso: aquela que me ama
vagueia distante agora!...
E estranha candente chama
as entranhas me devora.
Só quem conhece a saudade
conhece a minha ansiedade.
Goethe
in "Wilhelm Meister Lehrejahre"
Traduçao de Ary de Mesquita
*
(Tela de Wshington Maguetas)
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Johann Wolfgang von Goethe
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
"ESTREITO ESPAÇO PARA A ILUSÃO"

Antes, em voo ousado, a imaginação
Subia até aos céus, plena de alento:
Hoje basta um estreito espaço para a ilusão
Se afundar nos abismos do tempo.
Logo o cuidado se aninha bem dentro
Do peito e traz secreto sofrimento;
Balança inquieto, estorva prazer e paz,
São sempre novas as máscaras que traz:
É casa e bens, mulher, os filhos que tiverdes,
Água, fogo, punhal, veneno, eu sei lá;
E tu tremes com medo do que nunca virá,
E choras sem cessar aquilo que não perdes.
Goethe,
in Fausto
segunda-feira, 9 de julho de 2007
'DISTANTE AMOR'

Eu penso em ti quando o fulgor do sol ardente
reluz do mar;
E penso em ti quando a tranqüila fonte
espelha o luar.
A ti eu vejo da longínqua estrada
entre a turba e pó;
E, alta noite, por tenebrosa senda,
peregrino e só.
Tua voz me fala entre o fragor da vaga
que vem tombando;
Ou, quando em silêncio , lá na selva êrma
te estou escutando.
Contigo estou, de ti tão longe embora.
Estás junto a mim!
Já cai o dia... vêm luzindo os astros...
Ver-te-ei,enfim?
Johann W.Von Goethe
- Tradução Bastian Pinto
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'MAR CALMO'

Tranqüilo, o mar não canta nem ondeia.
O nauta, imerso noutro mar de mágoas,
Os olhos tristes e úmidos passeia
Pela tranqüila quietação das águas.
A onda, que dorme quieta, não espuma;
O astro, que sonha plácido, não canta;
E em todo o vasto mar, em parte alguma
A mais pequena vaga se levanta.
Johann Wolfgang Von Goethe
- Tradução de Francisca Júlia
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