A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Gota d'água



Despertar. O dilúculo termina.
A alba rufa os tambores pelos montes...
Afã. A claridade matutina
Rasga os céus, abre novos horizontes.

Outra ilusão os ares ilumina.
Fulvo, jorrando das perpétuas fontes,
O dilúvio do sol enche a campina,
Inunda estâncias, recobrindo pontes...

Perturba o coração este epinício!
Mas, julgando improfícuo o sacrifício,
Nestas horas de ação, formidolosas,

Gota d'água no mar da Humanidade,
Continuo a rimar na soledade,
Ouvindo estrelas, cultivando rosas.


Martins Fonte
(1884-1937)

Um comentário:

António disse...

Passei por mero acaso, entrei e li.

Por coincidência dilúculo é também o título do meu último poema.

Parabéns pelo blogue mas também pelos belíssimos poemas.