"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares


"(...) And again I belive that we don't really lose anything that is important. We only deceive ourselves, thinking that we own things, the instants, the others. Along with me go all the dead people I loved, every friend that step away, every happy days meanwhile gone. I didn't lose anything, only the illusion that everything could be mine forever."

Miguel Sousa Tavares

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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

"SOBRE A AMBIÇÃO"





de pó
Deus o fez.
Mas ele, em vez
de se conformar,
quis ser sol, e ser mar,
e ser céu... Ser tudo, enfim.
Mas nada pôde! E foi assim
que se pôs a chorar de furor...
Mas ah! foi sobre sua própria dor
que as lágrimas tristes rolaram. E o pó,
molhado, ficou sendo lodo - e lodo só!


Guilherme de Almeida.
In "Meus versos mais queridos"

Um comentário:

umberto (ウンベルト ) disse...

Gosto muito desse poema, quando era criança, a professora pediu para cada aluno recitar um poema na frente da turma, lembro-me que escolhí este, de Guilherme de Almeida e Soneto de Fidelidade, de Vinícios de Moraes, quase não conseguí de tão nervoso...bons tempos.