sexta-feira, 10 de agosto de 2007
AO CAIR DA TARDE
Agora nada mais. Tudo silêncio. Tudo.
Esses claros jardins com flores de giesta,
Esse parque real, esse palácio em festa,
Dormindo à sombra de um silêncio surdo e mudo...
Nem rosas, nem luar, nem damas... Não me iludo
A mocidade aí vem, que ruge e que protesta,
Invasora brutal. E a nós que mais nos resta,
Senão ceder-lhe a espada e o manto de veludo?
Sim, que nos resta mais? Já não fulge e não arde
O sol! E no covil negro desse abandono,
Eu sinto o coração tremer como um covarde!
Para que mais viver, folhas tristes de outono?
Cerra-me os olhos, pois, Senhor. É muito tarde.
São horas de dormir o derradeiro sono.
Emiliano Perneta
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Um comentário:
A tarde termina
mas como poderei cerrar
os olhos da noite
depois dum poema assim
vou viver minha insônias
e ler outros poemas
enfim
beber cafeína e orvalhos
o luar será minha lupa
quando as retinas estiverem
fatigadas...
Luiz Alfredo - poeta
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