A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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sábado, 10 de outubro de 2009

GÔNDOLA



No alto, o azul e o fogacho do sol;
em baixo, o rio eternamente calmo;
sobre a quilha ligeira e graciosa,
coisas de amor e instrumentos de cordas.


Recatados e escuros são teus bordos,
mas com doçura o momento se curte;
estranho e doce é o sonho da morte,
do fim do amor e da juventude.


Rumo a desconhecidos objetivos
meus jovens anos deslizando vão
-como tu, leve e graciosa gôndola,
por luminosa e amável amplidão.



Hermann Hesse
In: Andares
Tradução: Geir Campos

4 comentários:

Blog de Carlos Reis disse...

Maravilhoso!

Tive contato com a obra Herman Hesse a pouco mais de dois anos. Li o romance "O Jogo das contas de vidro". Desde então, tomei o autor como uma de minhas referências para meu próprio amadurecimento e meus pensamentos. Esta poesia contem o que reconheço como seu ar de serenidade e de sabedoria... mesmo estando dentro de um tema um tanto nostálgico e triste.

Obrigado por compartilhar! :)

Maria L. Bózoli disse...

Rumo a desconhecidos objetivos
meus jovens anos deslizando vão
-como tu, leve e graciosa gôndola,
por luminosa e amável amplidão.


Lindíssimoooooooooo
BOM FDS..........M@ria

Henrique Rodrigues Soares disse...

Herman Hesse fala de morte com uma serenidade romântica alemã, junto com Rilke estão entre os maiores da Literatura alemã.
Adorei... Beijos!

regina ragazzi disse...

Lindas suas poesias. Adorei. Bjssss