A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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terça-feira, 25 de maio de 2010

A CERTAIN SLANT OF LIGHT

(Foto by Fernando Campanella)

There's a certain slant of light,
On winter afternoons,
That oppresses, like the weight
Of cathedral tunes.

Heavenly hurt it gives us;
We can find no scar,
But internal difference
Where the meanings are.

None may teach it anything,
'Tis the seal, despair,-
An imperial affliction
Sent us of the air.

When it comes, the landscape listens,
Shadows hold their breath;
When it goes, 't is like the distance
On the look of death.

Emily Dickinson


Há uma certa inclinação da luz,
Nas tardes invernais,
Que oprime, como o peso
Do dobrar dos sinos nas catedrais.

Celestial ferida ela nos impõe,
Sem nenhuma cicatriz ofertar
Salvo a interna diferença
Onde os sentidos vêm a se encontrar.

Ninguém nada pode lhe ensinar,
Ela é o selo, o desespero,
Uma aflição imperiosa
Enviada a nós do ar.

Quando vem, a paisagem se põe a escutar,
As sombras detêm o fôlego;
Quando vai, é como a distância
do olhar da morte a passar.

(There's a certain slant of light, poema de Emily Dickinson, traduzido por Fernando Campanella)

2 comentários:

Caminhos Poéticos disse...

“ O segredo é não correr atrás das borboletas...É cuidar do jardim para que elas venham até você”

(Mário Quintana)


Feliz Noite e beijos meus!M@ria

Graça Pires disse...

Gosto muito dos poemas de Emily Dickinson. Parabéns ao meu amigo Fernando pela tradução.
Beijos.