A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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sábado, 4 de julho de 2009

'SOFISMAS'



Às vezes
eu sou chuva
e escorro pelas valas
da desilusão.

Às vezes
sou vento
e percorro alamedas
inutilmente.

Por que sou chuva?
Por que sou vento?
Por que reclamo poemas?
cânticos tão verdes?
se já sou inverno
a entoar hinos de hosana
entre folhas secas
pisadas
machucadas demais
para inventarmos outra igual.


Alvina Nunes Tzovenos
Palavras ao Tempo

Um comentário:

Sight Xperience disse...

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido quem o disse foi Fernando Pessoa.

Nunca se é tarde para Vento ou Chuva, nunca nunca será tarde para ser um Poema!

Abraço