A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AUSÊNCIAS



Chegará o dia de entrar
na casa
olhar as cadeiras,
e mesas

vazias,

Observar o mar do silêncio
que arruma a casa,

os ecos,

dos que deixaram
a casa.

Chegará o dia de ver
na casa
o espaço vazio
das janelas
o mato adentrando a porta...


E tudo.

Esta marcha de ausências,
o vazio
sílaba secreta
de certo norte
caberá na bússola de
dentro dos olhos.

Georgio Rios
(Bahia)

4 comentários:

Graça Pires disse...

A ausência num belo poema de Georgio Rios.
Um beijo.

Jorge Manuel Mendes dos Santos disse...

Tal me fez Pessoa.




É talvez o último dia da minha vida,
Tida e sorvida de um único fôlego,
É tal-e-qual ver no escuro, a vereda,
Por e onde vou, e no quando, cá chego,


Já, e de noite; eu relembro o dia,
- Por ser o último - nem é tristo, nem contento,
Dele que, de fugidia f’rida, invadia,
Não tanto a carne, mais o espírito.


E nem estrebucho, s’esse Tal me fez Pessoa,
Temperado, quanto-baste, até que doa,
Aí, no suspiro do ultimo ai m’apego.


É ,talvez a mim que vim mentindo, por último,
Em fim de dia; daqueles que mais lastimo,
Se até no dizer, de resto sou Ingrato.

Joel Matos
Publicada por Jorge Manuel Mendes dos Santos

Fernando Campanella disse...

Boa tarde, Mada, que lindo poema, sinto no poeta uma identidade com a Graça Pires, lindas almas. Obrigado, querida amiga, por divulgar o Georgio, um poeta nato. Fiquei feliz por vc ter visitado o blog do Roberto, ótimo cronista.
Bjos.

Portal da Poesia disse...

Lindo demais, tudo aliás
A poesia do Georgio cai na alma e permanece

Beijos