A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

" ASAS "



O que torna mais triste o céu sangrento
ao pôr-do-sol, são as partidas, são
os adeuses dos pássaros ao vento,
numa incerta e fugaz palpitação.

Ah! Quantas vezes, no apressado ou lento
voejar de aves que vêm e aves que vão,
tocam-se duas asas um momento
e afastam-se em contrária direção . . .

Também os nossos corações, um dia,
se encontraram: no ocaso rubro ardia
o incêndio dos amores imortais.

E - asas, na tela acesa do sol poente -
um no outro eles roçaram levemente,
para não se encontrarem nunca mais!


Heitor Lima,
São Paulo de Muriaé,Estado de Minas.
(1887-1945 )

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de saber o poema A morte do saltimbanco ,sera possivel?
Grata

Maria Madalena disse...

Não sei quem você é, não teve a gentileza de se identificar, mas como amo a poesia e tenho alguns livros de Heitor Lima, vou copiá-la e postar para você ler.