A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

VOZES


Grita o vento nos muros da noite
como reflexos de espelhos partidos.


Há um ruído de coisas magoadas
lembrando madrugadas enfermas.


O vento e o ruído acelerando cadencias
são como garças
em tardes eróticas.


Só as luzes se repetem.
Só os sons se beijam
em baladas insanas.


Há pegadas escondidas
entre alamedas tranqüilas
enquanto
o tédio, a busca e a lassidão
ainda se aninham.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

2 comentários:

ONG ALERTA disse...

O vento nos leva em todas as direções, paz.

Sight Xperience disse...

"Às vezes ouço passar o vento;

e só de ouvir o vento passar,

vale a pena ter nascido"

Fernando Pessoa

Eu gosto de sentir o vento no rosto...seja brisa ou temporal gélido. Trás até mim os aromas da vida... ou não!

Gostei da escolha poética e da foto minimalista, mas tão eloquente!
bjk