A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

Seja bem-vindo. Hoje é
Deixe seu comentário, será muito bem-vindo, os poetas agradecem.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um crônica de Renata Carone Sbogia -



"...à mesa sentada.Observo as cadeiras. É final de ano...A casa não mudou. Mudei.Talvez a maior alteração: a interna. Vejo o porta-retrato-amarelado jovial.O olhar está cansado e nublado.Ouço fogos de artifícios comemorando...Pergunto para mim o que celebrarei nesta sala???O piano silencia-se. Abro a janela para dar evasão ao sufoco. Debruço-me no meu diário. Necessito escrever uma bela história sobre um passado recheado de recordações neste momento. A memória falha, mas a saudade lembra. Sentada à mesa. Contemplo um devaneio. Afinal, é final de ano e a casa 'não está mais cheia...está habitada de móveis e vazia de queridos.O barulho interno é ensurdecedor. Inquieto-me. Pergunto para o tempo se terei mais tempo para gastar pela vida.Aguardo a resposta.Deixo a porta aberta."


Renata Carone Sborgia
Crônica-trecho- 'À Mesa' - publicada--com carinho--Renata--dia 08/12/11

2 comentários:

Aníbal Raposo disse...

Lindo texto. Há casas assim desertas mas cheias de memórias.
Beijo.

Ulisses José Da Silva disse...

Quem me trouxe foi Simone Gorgulho e a ela agradeço, por te conhecer Maria Mada, que sabe terei o apreço de tua visita e comentários e passe a ter um poema meu favorito teu, tenha um belíssimo domingo, com harmonia e felicidade, beijos !!!