A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

DREAMS IN THE DUSK

(Fotografia de Fernando Campanella


Dreams in the dusk,
Only dreams closing the day
And with the day's close going back
To the gray things, to the dark things,
The far, deep things of dreamland.

Dreams, only dreams in the dusk,
Only the old remembered pictures
Of lost days when the day's loss
Wrote in tears the heart's loss.

Tears and loss and broken dreams
May find your heart at dusk.

(Carl Sandburg)



SONHOS NO CREPÚSCULO

Sonhos no crepúsculo,
Apenas sonhos encerrando o dia,
Retornando-o com tal desfecho,
Aos tons cinza, escurecidos,
Às coisas fundas e longínquas
Do território dos sonhos.

Sonhos, apenas sonhos no crepúsculo,
Apenas as rotas imagens lembradas
Dos tempos idos, quando o ocaso de cada dia
Escrevia em prantos as perdas da afeição.

Lágrimas e perdas e sonhos desfeitos
Talvez acolham teu coração
ao anoitecer.


Carl Sandburg
Tradução de Fernando Campanella

3 comentários:

Lya Lukka disse...

Boa tarde querida! Gostei muito dessa parte: "Apenas as rotas imagens lembradas
Dos tempos idos, quando o ocaso de cada dia
Escrevia em prantos as perdas da afeição." Essa é a realidade de nossas vidas, não? Pois sinto-me asim também. As imagens à medida em que o tempo passa, por mais forte que sejam os sentimentos, acaba por diluí-los... Uma linda semana para você.

cidinha disse...

Boa noite Madalena! seu blog é belissimo. Que sensibilidade! belos poemas.gostei muito de passar por aqui! grande abraço...

Graça Pires disse...

Gosto de encontrar aqui o meu amigo Fernando com um excelente poema. Obrigada. Um beijo.