A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Divergência


O sol acordou amanheceu
Pássaros gorjearam, alvoreceu
Um verde sonho ficou em mim
Em ondas de sons breves

A madrugada encoberta
Versos atravessam minha mente
Se espalham pelo sem fim
Por tantas janelas abertas

Há vários trovões feridos
Na noite de meus dedos
Querência tantas esquecidas
Vou avivar o tempo... COM JEITO!

Vany Campos

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DOS SILÊNCIOS


As vozes da multidão soam
Sussurram silêncios longos
Lembranças de um passado
Por onde se andasse alado
Imagens atravessam as paredes
Sorrisos disfarçados escondidos
Deleitando saudade no relógio
Na sobrevida das memórias.

O pensamento lastima-se
Nos hiatos da hora insistem
Nas lembranças das eras
Recordações de emoções passadas.

Acordam as manhãs do tempo
Dormidas nos corações dos homens
Onde existe um sopro de primavera
Que afaga os cabelos da aurora.

Vany Campos
In Poemas à Flor da Pele
Pag. 157

terça-feira, 25 de março de 2014

''Nudez Dos Dias''



São palavras leves
Sem peso que saem d´alma
Na nudez de meus dias
Esvaziando meu Eu.

Não sentes os apelos
Meus olhares de puro zelo
Brilhando iluminando
Teus olhos de melancolia.

Sentes apenas o cheiro
Da mata de cada dia
Ilusões perdidas sim
Horas de mergulho e de vias.

Vany Campos

''Outono''


O relógio destila as horas
O tempo célere vai embora
Escondemos nossos medos
Escondidos nos sigilos
Imaginando que ninguém os sabe

Depois como âncoras
Poderemos sentar no mirante
Sentir o amanhecer
As miríades de estrelas
Em noites-dias sem extremos.

No sorriso da paz e do amor
Vencemos as tribulações
As curvas das searas que se põem
Recolhidas nos domingos
De prados verdejantes do outono.

Vany Campos
23-5-2013

''Seivas da alvorada''


Tenho uma rosa suspensa na memória
É uma flor de amor
Onde um rio escorrendo molha a sombra
O tempo deitou raízes na água
Meus olhos assistem comovidos
Meu canto se afoga em borboletas
De que plaga se alça uma flor liberta
Na larguesa de vôos incontidos
A que espumas transidas remonta
Que céus que sonhos sempre a espera
No recesso azul de uma rosa?
Pérola de foco de meus versos
Meu coração se esconde numa sombra
Vestido de palavras
No meu corpo sensível
Pingam gotas de orvalho
Molhando a madrugada
Alimento-me com as seivas da alvorada
Ébrias de estradas.

Vany Campos

'VARIANTES'




As palavras da noite
Fazem esta noite fria
Na tristeza do silêncio
Da minha alma vazia.
Abro as portas do passado
Para ouvir a voz do tempo
Na música do vento
Canções ainda acordadas.
No umbral de meu templo
Quase me perco de mim
Ou qualquer coisa assim
Que em silêncio contemplo.


Vany Campos

''Coroa de Rosas''


Coroem-me de rosas
Entre folhas breves
Que se desfolhem
E desapareçam
Antes que eu veja
Sua peleja pela vida
Ao anoitecer
Molhadas de estrelas
Que descem do céu
Para entretê-las
Não quero um lírio
Agonizando de frio
Prefiro rosas que perfumem
Meu jardim,
Rosas de folhas breves
Que se desfolhem diante de mim
E exalem seu perfume
Mesmo entre jasmins.

Vany Campos.
19/08/2008

[Arte: Pierre-Auguste Renoir]

quinta-feira, 13 de março de 2014

''VARAL DAS ILUSÕES''


Penduramos nossos sonhos
No varal das ilusões em vão
Quando nossos corações
Choram baixinho em canção.

Pensamos em não desistir
Tentar melhorar nos calarmos
Recolher com carinho os afetos
Para revivermos a maior emoção.

Queremos por vezes uma mágica
Uma nova alma e realização
Porque sabemos os sonhos serão
O caminho do não morrer.

E aí no varal colocaremos
Quem sabe um espírito novo
A resplandecência desaparecida
Apenas um amor renascido.

Vany Campos.

quarta-feira, 5 de março de 2014

‘’Caminhantes’’


Vivemos com em grandes reflexos
No movimento de ondas flutuantes
Seguindo em direção dos andamentos
Por vezes fios de grandes sentimentos.

Uma só gota de orvalho no embebeda
Um raio de sol coroa nossas frontes
Tudo o que vemos está atrás
Dos caminhantes à procura de horizontes.

Nossos olhares procuram imagens
Tem o orgulho das corolas vazias
Dos livros postos sobre a mesa
Alegria da vida que nos faz contentes.

Vany Campos

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

''CONVERSA COM O SILÊNCIO''




O silêncio sussurra sua voz
Ante a multidão de vestígios
Que vai passando (in)consciente
Em busca de amantes.

Por onde quer que se ande
Imagens atravessam os sons
São sorrisos e faces disfarçadas
Brilho de saudade permanente.

Há também deleite do passado
Guardando-se do dia longo
Ruidoso que contou a história
De sobrevida desta memória.

Nos lastimamos em olhares
Do tempo insistente de hoje
Das eras de recordações vivas
Subjetivas de emoção e ardor.

O compasso do tempo marca
O sopro das estações que chegam
Nas palavras nos cabelos soltos
Nas alvoradas de outrora.


Vany Campos
In  'Poemas à Flor da Pele', Volume 7
Pag. 156

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

''Dos Silêncios''


As vozes da multidão soam
Sussurram silêncios longos
Lembranças de um passado
Por onde se andasse alado.

Imagens atravessam as paredes
Sorrisos disfarçados escondidos
Deleitando saudade no relógio
Na sobrevida das memórias.

O pensamento lastima-se
Nos hiatos da hora insistem
Nas lembranças das eras
Recordações de emoções passadas.

Acordam as manhãs do tempo
Dormidas nos corações dos homens
Onde existe um sopro de primavera
Que afaga os cabelos da aurora.

Vany Campos


[Arte de Viola Sado]

''Lembranças''


Na penumbra do passado
Há fatos acordados
Cada vez mais longe
Na saudade se esconde.

Há ternura em minha alma
Por idos que espalma...
Tantas tormentas vencidas
Dentro da própria vida.

Gira na minha lembrança
Uma onde que dança
De ontem à hoje é quanto
Na seara da vida é tanto...

Vany Campos
15/08/2010