A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

Seja bem-vindo. Hoje é
Deixe seu comentário, será muito bem-vindo, os poetas agradecem.
Mostrando postagens com marcador Alba Saltiel Blanco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alba Saltiel Blanco. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de março de 2011

EM SURDINA


"Chacun de nous a sa blessure; j'ai la mienne.
Toujours vive elle est là, cette blessure ancienne."
(Rostand)


Ouve. É tão tarde! A música do vento
Embalou-me, de leve, o pensamento
E fez-me, sem querer, pensar em ti.

Lembras? Reinava em torno a primavera
Tu foste bom e crente, eu fui sincera,
Áureo sonho de amor, que não revi.

Depois... Que importa? O mundo permanece,
A vida segue e um dia, a gente esquece
Aquilo que supôs nunca ter fim.

As estações variam, correm anos,
Multiplicam-se os nossos desenganos,
Que a lei universal ordena assim.

Mas, se tudo morreu, por que agora
Eu, que desprezo o coração que chora,
A uma saudade inútil sucumbi?

Ouve e perdoa. É a música do vento,
Que me embala de leve o pensamento
E faz-me, sem querer, pensar em ti.


Alba Saltiel Bianco
In Música do Vento

Do blog da amiga Dione Coppi

Obs; A citação em francês, (da autora), pertence ao livro Cyrano de Bergerac de
Edmund Rostand -