Mostrando postagens com marcador Airton Souza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Airton Souza. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 25 de março de 2014
o percurso
põe-me
na permanência
de colher solidão:
inconformidades
é um espaço opaco
embalsamado pelas perspectivas
indecifradas
o ato de tecer as horas
não permanece
no meu jeito de fazer silêncios
enclausurado busco
o modo de retecer
o passado longínquo
sou evidências
e nada além de travessia.
Airton Souza
Marabá - Pará
Últimos dias de fevereiro
[Arte: Helena Nelson Reed]
põe-me
na permanência
de colher solidão:
inconformidades
é um espaço opaco
embalsamado pelas perspectivas
indecifradas
o ato de tecer as horas
não permanece
no meu jeito de fazer silêncios
enclausurado busco
o modo de retecer
o passado longínquo
sou evidências
e nada além de travessia.
Airton Souza
Marabá - Pará
Últimos dias de fevereiro
[Arte: Helena Nelson Reed]
quarta-feira, 5 de março de 2014
‘Poema’
Neste recanto, onde o sol parece brilhar,
com uma tamanha intensidade,
existem quimeras do passado,
que a cada vislumbrar de horas,
ficamos imaginando no amor
onde por instantes somos apenas amantes.
Pressinto que esse recanto está dentro de mim,
em um latejar desesperador,
se há solidão por onde caminho?
não sou capaz de discernir.
Sei que contemplo imagens que fazem de mim,
um mundo de imaginações.
Foi quem sabe o recanto que me transformou,
nesses versos desconexos,
deludido ao longo dessas horas.
Airton Souza
De Revoada Poética
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
"Noturna"
o percurso
põe-me
na permanência
de colher solidão:
inconformidades
é um espaço opaco
embalsamado pelas perspectivas
indecifradas
o ato de tecer as horas
não permanece
no meu jeito de fazer silêncios
enclausurado busco
o modo de retecer
o passado longínquo
sou evidências
e nada além de travessia.
Airton Souza
Marabá - Pará
Últimos dias de fevereiro. 2014
[Arte: Catrin Welz-Stein]
''CARNAVAL''
vista tua fantasia
que lhe serve
só nesse momento
de disfarces
chamado carna l
va
enfeitado
pensando esquecer das realidades
vista tua fantasia
disfarce os risos
colorindo as ruas
e acenando pro desconhecido
suas inverdades
vista tua fantasia
mas
não esqueça
que o amanhã
é um novo dia de sempre
com as mesmas coisas de antes
vista tua fantasia
pra viver esse instante
de pura ilusão
só não esquece
que a consciência
te cobrar um eu de ti
que não é nós.
Airton Souza
Marabá - Pará
Fevereiro de 2014
[Arte: Dorina Costras]
''Migração''
Migro, sem asas e sem canto,
Sem símbolos enigmáticos, só lembranças.
Estamos fartos do silêncio
Que nos examina facilmente.
Há sim algo de grave em nós,
Não se tem mais geração!
O mundo são dias que seguem normais,
Entre os muros, paredes e telhas,
Entre horas e minutos faceiros.
Migro, sem rumo certo,
Ouço, mas finjo não ouvir.
Nossos pensamentos não cabe mais em nós,
Da vida faceira, sorrisos emoldurados,
De um momento breve e passado,
De um amor que não cabe nos jarros,
Onde as flores morrem enfeitando ilusão.
Migro sem canto, rumo e coração!
Airton Souza
de 'O CAIR DAS HORAS'
[Arte: John Blak]
Assinar:
Postagens (Atom)














