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quarta-feira, 17 de julho de 2013
''Como Sou''
Sou brumas de calmarias
embaladas em melodias,
diáfanas esperanças
nas mãos que me afagam
Transgrido normas,
quebro paradigmas
sou açoite do tempo,
prece dos arrependidos
Silencio a alma
nas asas de cada instante,
sou fruto da descrença,
poder da indiferença,
caminhos itinerantes
Realizo travessias
coloridas de venturas,
acalentando a magia
tal dores do pensamento
nos sabores de muitas lágrimas
Conceição Bentes
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Rios que Choram

Choras a dor da morte,
embalas os soluços da destruição,
cantas teu pranto silencioso
de um tempo de mansidão
Caminhas a ermo,
munido de cores estrelares
entregue a pouca liberdade,
alimentando a seca da tua alma
Rios que saboreiam a terra
libertos, conscientes e despertos,
caminho melódico que sacia e alimenta
o clamor disparado da fúria
Conceição Bentes
05/06/2011
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
'VAZIO'
'Sinos que dobram'

Os sinos dobram
pela falta de um olhar,
ancorado nas incertezas
da efêmera existência
Tocam chamando à fé,
pela partida da missão cumprida,
na calmaria anunciada,
do tempo que solta suas ventanias
São sons que falam do vazio
presente em cada alma,
como o acordar da vida,
uma saudade incontida
em cada um de nós
Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 03/08/10
Código do Texto: T2416248
pela falta de um olhar,
ancorado nas incertezas
da efêmera existência
Tocam chamando à fé,
pela partida da missão cumprida,
na calmaria anunciada,
do tempo que solta suas ventanias
São sons que falam do vazio
presente em cada alma,
como o acordar da vida,
uma saudade incontida
em cada um de nós
Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 03/08/10
Código do Texto: T2416248
Mar de solidão

Aceito a solidão
da partida dos meus encantos,
na cadência monótona dos meus passos
anunciando auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs
Ventos errôneos das tardes,
regressam com roupagem cinza outonal,
sem semear fantasias,
convertendo a alma em ocasos
debruçados em seus tons de melodia
Ando sem pressa, sem lembranças
apenas o coração espera
entre o resto e o nada
de viagens profundas
nos desertos por onde passo.
Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 04/08/10
Código do Texto: T2417359
da partida dos meus encantos,
na cadência monótona dos meus passos
anunciando auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs
Ventos errôneos das tardes,
regressam com roupagem cinza outonal,
sem semear fantasias,
convertendo a alma em ocasos
debruçados em seus tons de melodia
Ando sem pressa, sem lembranças
apenas o coração espera
entre o resto e o nada
de viagens profundas
nos desertos por onde passo.
Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 04/08/10
Código do Texto: T2417359
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