A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.

-Rubem Alves-

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domingo, 17 de novembro de 2013

'noturna'

 

passam as horas
lentas na chuva
que passa
na janela

exaustas dos dias
ardentes

passa sua dor
silenciosa nos olhos
que miram a chuva
por trás dos vidros   

alheia pelo que
somos

silêncio e melancolia


Adair Carvalhais Júnior

Do blogger do autor;
[ http://ventosdesencontrados.blogspot.com.br/]

sábado, 16 de novembro de 2013

"roça"


saber que o horizonte
não tem fim
e continua se abrindo
através dos silêncios


e as árvores permanecem
protegendo os segredos
que se espalham
horizonte afora


perceber que a terra
viceja sob mãos ásperas


e se desvenda devagar
para as águas mais fundas
constroem se raízes
que se entrelaçam lentamente
para sustentar cada manhã
e nutrir os dias
em silêncio



Adair Carvalhais Júnior*
*Mineiro de Governador Valadares, graduado em História e Direito e mestre em Filosofia pela UFMG.

[(Tela by Benjamin Parlagreco (1856–1902)]

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

''Prece''


dá-me a lucidez das
correntezas para que eu descubra
entre as tristezas que se
avolumam algum
sorriso mesmo
que não seja para mim

dá-me a serenidade de uma
estrela para que eu imagine
entre as lágrimas que não
me deixam qualquer
paz ainda
que breve

dá-me a claridade das
luas cheias para que eu invente
entre as angústias que se esparramam um
horizonte mesmo
que se transmutem em ilusão

dá-me a esperança das
árvores para que eu teça
entre as ausências que se
intensificam uma sanidade ainda
que estofada de
delírios

[Adair Carvalhais Junior]

terça-feira, 29 de maio de 2012

'SOLIDÃO'

um rio que não
se cruza mais
uma aurora

indecifrável

uma noite sem
eco um
horizonte

que se
nega

tardes incontornáveis
ventos sem direção

um poema que
se
repete

Adair Carvalhais Junior

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Prece

dá-me a lucidez das
correntezas para que eu descubra
entre as tristezas que se
avolumam algum
sorriso mesmo
que não seja para mim

dá-me a serenidade de uma
estrela para que eu imagine
entre as lágrimas que não
me deixam qualquer
paz ainda
que breve

dá-me a claridade das
luas cheias para que eu invente
entre as angústias que se
esparramam um
horizonte mesmo
que se transmude em ilusão

dá-me a esperança das
árvores para que eu teça
entre as ausências que se
imensificam uma sanidade ainda
que estofada de
delírios

Adair Carvalhais Júnior